domingo, 9 de outubro de 2011

Istambul: um pé no Oriente e outro no Ocidente



































Istambul é a única cidade no mundo situada entre a Europa e a Ásia.
A antiga Constantinopla mistura o velho com o novo, a tradição com a modernidade. Ao mesmo tempo em que é cosmopolita e guarda uma história eloquente, a principal cidade da Turquia também tem um viés pitoresco e acolhedor. Dá para circular a pé entre seus principais prédios históricos.

Mesquita Azul
A imponente Mesquita Azul foi assim batizada pela cor dos vitrais e dos azulejos. Esse importante monumento religioso começou a ser erguido em 1609, a pedido do Sultão Ahmet I. O período era de declínio do império otomano. Quando a obra foi finalizada, em 1616, os seis minaretes causaram alvoroço por ostentar uma torre a mais do que a arquitetura de Meca, então com cinco minaretes. Para ingressar no seu interior, as mulheres precisam cobrir a cabeça e as pernas e tirar os sapatos, é claro. Em toda a Turquia há cerca de 75 mil mesquitas. Mais de 90% dos turcos são muçulmanos e seguem o islamismo, mas sem o mesmo significado que para outros países adeptos dessa religião. As mesquitas de um minarete pertencem a uma família e, portanto, só podem ser frequentada pelos membros daquele clã.

Santa Sofia
Seguimos em direção à Santa Sofia. Na antiguidade, esta igreja acolhia apenas o imperador e seu séquito. Há uma bela fonte em frente ao prédio. A próxima parada foi para visitar a cisterna edificada à época de Justiniano, em 532. Uma obra singular que o guia faz questão de mostrar o detalhe das cabeças de meduzas sustentando duas colunas.

Palácio Topkapi
Já o Palácio Topkapi idealizado pelo sultão Mehmet II em 1459 logo após conquistar Constantinopla é um luxo de tirar o fôlego. Portas de madrepérola, piso de mármore, tapetes e o tesouro recheado com pedras preciosas. Lá estão os presentes diplomáticos e a famosa adaga de Topkapi esculpida em ouro e com três enormes esmeraldas. Diz a história, que a peça seria um presente para o xá da Pérsia que morreu antes da jóia ficar pronta. O palácio é amplo, tem vários pavilhões e pátios floridos. No auge do império, o harém do sultão contava com cerca de 800 concubinas. Elas brigavam entre si para se tornar a preferida e dar um filho ao todo poderoso. Mas, como contou o guia, o sultão era um ser humano. E hoje, os turcos casam com apenas uma mulher, oficialmente, como no Brasil.

Grande Bazar
Outro ponto de parada obrigatória é o Grande Bazar que, com suas quatro mil lojas de roupas, couro, jóias, enfeites, sapatos, bolsas leva as mulheres à loucura. Colado ao Grande Bazar está o Bazar das Especiarias, onde o cheiro dos temperos e o colorido das frutas secas fazem o turista se sentir imerso na Turquia, naquela região à beira do Bósforo, do Mar de Mármara, do Chifre de Ouro.

Torre de Gálata
Do outro lado da ponte há dois bairros imperdíveis: Taksim e Beyoglu, e também é onde está localizada a Torre de Gálata. Caminhamos pela agradável Rua Istiklal, de pedestres, e depois contemplamos o pôr-do-sol na Torre de Gálada. Lá no topo se tem uma vista de 360 graus daquela cidade que é elo entre dois continentes. Usamos o transvia, um metrô de superfície, para atravessar a ponte e voltar para o nosso hotel, localizado no bairro Grande Bazar e próximo à estação la-le-li. Descemos um pouco antes para jantarmos num simpático restaurante ao ar livre, assistindo o vai e vem das pessoas. Aliás, bares com mesas na calçada são uma característica marcante de Istambul e são muito agradáveis.

Primeiro contato
Chegamos à maior cidade da Turquia, com 14 milhões de habitantes, no final da tarde de um domingo de setembro, após uma viagem de 24 horas. Voamos durante 10h40min de Porto Alegre a Lisboa, pela Tap. Da capital portuguesa a Istambul foram 4h25 min pela Turkish, além do tempo de espera nos aeroportos. O fuso horário da Turquia em relação ao Brasil é de seis horas a mais e comparado com Portugal a diferença é de duas horas.

Como estávamos moídas, na primeira noite nos limitamos a uma voltinha na quadra do hotel para nos situarmos. Na manhã seguinte despertamos cedo para iniciar nossa visita à cidade. E ao viajarmos pelo interior, nas regiões da Capadócia e da Anatólia, a Turquia foi se revelando extraordinária e surpreendente. A beleza do Vale do Göreme e da cidadela de Uchisar, por exemplo, não têm comparativo no mundo. E é justamente a mescla da história e da cultura que torna o país mágico.

Um comentário:

eleonora disse...

Eu adoro o blog! Gosto das historinhas, descrições, gosto das fotos... estou esperando maissssssssss